SÍNDROME NEFRÓTICA EM PACIENTE COM RIM ÚNICO CONGÊNITO: DIAGNÓSTICO DE GLOMERULOESCLEROSE SEGMENTAR E FOCAL VARIANTE COLAPSANTE: RELATO DE CASO
Keywords:
glomeruloesclerose segmentar e focal, variante colapsante, síndrome nefrótica, rim único congênito, biópsia renal, podocitopatiaAbstract
Introdução: A glomeruloesclerose segmentar e focal variante colapsante (GESF-C) é uma forma agressiva de podocitopatia, caracterizada por colapso segmentar ou global das alças capilares glomerulares e hiperplasia podocitária, frequentemente associada à rápida progressão para insuficiência renal. Pode ser idiopática ou secundária a infecções virais, doenças autoimunes, uso de fármacos ou mutações genéticas, como no gene APOL1. A presença de rim único congênito favorece a lesão por hiperfiltração, agravando o dano renal. Relato do caso: Homem de 26 anos, portador de rim único congênito, admitido com edema generalizado, ascite, dor em membro inferior, oligúria e hipoalbuminemia. Exames mostraram creatinina de 1,8 mg/dL, albumina de 0,6 g/dL e proteinúria de 6,5 g/24h, compatível com síndrome nefrótica. Ultrassonografia evidenciou rim direito aumentado, com perda da diferenciação córtico-medular. As sorologias e autoanticorpos foram negativos, e a imunofluorescência mostrou ausência de depósitos imunes. A biópsia renal revelou GESF variante colapsante, com colapso de tufos glomerulares, hiperplasia podocitária e fibrose intersticial moderada (25–35%), sem esclerose global. O manejo foi conservador, com bloqueio do sistema renina-angiotensina, controle do balanço hídrico e vigilância infecciosa. Conclusão: O caso destaca os desafios diagnósticos e terapêuticos da GESF colapsante em paciente jovem com rim único congênito. A agressividade da doença e o risco de perda funcional rápida reforçam a importância da biópsia precoce e do acompanhamento nefrológico contínuo.
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