ISQUEMIA E NECROSE DE EXTREMIDADES RELACIONADAS AO USO DE NORADRENALINA EM PACIENTES CRÍTICOS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
Palabras clave:
Noradrenalina, Isquemia, NecroseResumen
A noradrenalina é o vasopressor de primeira linha no manejo do choque circulatório e séptico, fundamental para a manutenção da perfusão orgânica vital. Entretanto, seu uso prolongado ou em altas doses está associado ao risco de isquemia e necrose de extremidades, uma complicação de grave morbidade. Esta revisão integrativa da literatura foi conduzida na base de dados PubMed e diretrizes da Surviving Sepsis Campaign, utilizando os descritores MeSH "Norepinephrine", "Ischemia", "Necrosis" e “Intensive Care Units”, com foco em artigos publicados a partir de 2018. A isquemia é multifatorial, resultante da interação entre a vasoconstrição α1-adrenérgica induzida pelo fármaco e a disfunção microvascular e coagulopática inerente ao choque. Doses cumulativas elevadas de noradrenalina são o principal fator de risco modificável, sendo o Índice de Perfusão Periférica um valioso indicador de monitoramento. O manejo e a prevenção são focados na titulação da menor dose eficaz, no monitoramento rigoroso da perfusão e na adoção precoce de estratégias norepinephrine-sparing, como por exemplo, o uso da vasopressina. Além do mais, é crucial a distinção entre necrose local por extravasamento e isquemia sistêmica. Conclui-se que a vigilância contínua e a implementação de protocolos de prevenção são essenciais para equilibrar as metas hemodinâmicas macroscópicas com a preservação da perfusão tecidual periférica.
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