LEUCEMIA AGUDA SIMULANDO DENGUE GRAVE: A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL EM TERAPIA INTENSIVA
Keywords:
Plaquetopenia, Dengue Grave, Leucemia Aguda, Síndrome de Lise Tumoral, Diagnóstico Diferencial, Unidade de Terapia IntensivaAbstract
Em regiões endêmicas, doenças febris agudas como a dengue representam causa frequente de internação em unidades de terapia intensiva (UTIs) e podem compartilhar características clínicas e laboratoriais com outras patologias graves, incluindo doenças hematológicas malignas. A semelhança inicial entre esses quadros impõe desafios diagnósticos que, quando não superados a tempo, podem comprometer o desfecho do paciente. Relatamos o caso de uma mulher de 31 anos internada na UTI com suspeita de dengue grave, apresentando plaquetopenia e sintomas compatíveis com síndrome febril aguda. A paciente recebeu hidratação vigorosa e apresentou melhora inicial, mas evoluiu, após a suspensão do suporte hídrico, com piora clínica, náuseas e vômitos refratários, taquipneia, retorno da plaquetopenia, anemia e leucocitose com presença de blastos. O quadro culminou em acidose metabólica grave (pH 6,9; HCO₃⁻ 4; lactato 13) e óbito. O diagnóstico posterior foi de leucemia aguda com síndrome de lise tumoral. Este relato evidencia a importância do diagnóstico diferencial diante de quadros febris com plaquetopenia em UTI, destacando a necessidade de vigilância e raciocínio clínico-laboratorial contínuos mesmo quando o diagnóstico inicial parece provável.
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